Sex 03/09 - Sexto Dia

Pela manhã já estava pronta a mesa do café, partilhamos um pouco as histórias que estamos vivendo, as experiências das Irmãs com os povos Indígenas e já nos sentíamos em nossas casas.  Após o café aproveitamos pra atualizar o blog (que estava a dois dias sem atualização)  fazer o cálculo dos gastos, alguns acertos, textos.  Nesse meio tempo chegou o técnico de informática que o Alceu chamou pra dar uma olhadinha no note do Johnny, pois o mesmo não estava mais ligando, o rapaz mexeu, mexeu, mexeu, mas não adiantou, parece ter sido o fim do pequeno aparato tecnológico. Continuávamos fazendo as atualizações, enviando alguns e-mails referente aos nossos próximos pontos de passagem (Edney, estamos chegando) e a Karol chega na casa pra irmos todos almoçar. Vitor descobre que o Padre e a Vizinha, são vizinha e Padre e não os pais do Alceu....uma surpresa!

Em uma conversa com o Alceu, ele nos partilhou que ficou com um pouco de receio em nos receber, uma vez que tinha pouca ou quase nenhuma informação ao nosso respeito, até saberem  que éramos jovens da Pastoral da Juventude, então ele ficou mais tranquilo.

Um a um nos apresentamos à Karol, que nos recebeu com um fraterno e aconchegante abraço. Minutos depois parecia que conhecíamos aqueles belos olhos azuis e seu sorriso faceiro há muito tempo, visto a sintonia do grupo com essa querida pejoteira (Karol... desculpa pelo Orkut). Arrumamos nossas tralhas, o Vitor percebeu que havia perdido mais um shampoo e seguimos todos para o almoço por volta das 13h30 num restaurante ali perto.

Já na mesa do almoço, o Alceu nos disse que planeja fazer uma aventura parecida com a que estamos fazendo, porém de moto. Pudemos conhecer um pouco mais sobre ele também, saber que é natural de Santa Catarina, Professor de Antropologia, está em processo de formação religiosa (um futuro padre incentivador da Juventude) e que tem interesse em desenvolver trabalhos junto às  comunidades indígenas.

No almoço, com muito suco de laranja, pois fazia bastante calor, a Deyse e o Jair se renderam a culinária local e comeram peixe (Tambaqui). O Vitor não se adaptou muito ao sabor encorpado do prato e resolveu partir pro tradicional filé com ovo e o Johnny ficou só no ovo.

Recebemos algumas dicas do Padre Joceir sobre a estrada até Porto Velho-RO e ele nos aconselhou a não seguirmos de carro pela BR-319, mas sim por balsa – contudo seguiremos nossa ousada proposta de encarar a temida rodovia!
Passamos no banco por volta das 14h05, pois o Johnny precisava resolver algumas questões monetárias, no entanto, descobrimos que a dita instituição financeira encerra  seu expediente às 14h00 - o menino ficou desapontado, mas seguiu confiante...

Alimentamos El Cuervo Blanco novamente e seguimos  em direção a Porto Velho-RO às 15h15. Às 16h30 passávamos pela cidade de Cacoal-RO e avistamos na beira da estrada uma estação repetidora do SBT, chamada TVALLAMANDA. Como já tínhamos adquirido experiência desde nossa última parada na rádio Araguaia, resolvemos dar uma paradinha por ali também.

Fomos recebidos pelas simpáticas recepcionistas que logo perguntaram a Deyse e ao Vitor se vendiam colares e pulseiras artesanais, visto que estavam trajados um tanto quanto ao estilo hippie e com nossos característicos penduricários. Quando explicamos resumidamente nossa história, as recepcionistas falaram com o editor da TV e pediu para que esperássemos, pois, seria gravada uma entrevista conosco.

Enquanto esperávamos, conversamos com as recepcionistas que, descontraidamente, nos contavam sobre a visão que as pessoas de fora de Rondônia têm desse belo estado: alguns pensam que onças e macacos andam no meio das ruas junto às pessoas,rsrs. Após 30 minutos chegou o Emanuel (um jovem mancebo com luzes no cabelo) e seu cinegrafista que nos entrevistaram e desejaram boa viagem. Falamos sobre os objetivos da viagem, por onde passamos, como fomos recebidos pelas comunidades, sobre a campanha de combate ao extermínio de jovens e sobre o Congresso Latino-americano...

Às 18h00 paramos em Presidente Médici-RO (dica do Emanuel, que nos disse que pra frente o diesel estaria mais caro) para alimentar El Cuervo Blanco (diesel a R$ 2,15). O Vitor (que vinha dirigindo desde Vilhena-RO) cedeu o volante pro Jair e seguimos nosso rumo.

Lá pelas 23h20, passávamos por Candeias quando o Vitor ligou pro Omério (que nos acolheria em Porto Velho) e recebemos a  primeira pista de como chegar ao nosso abrigo. Numa nova parada para abastecimento, Jair pediu para lavar o para-brisa enquanto foi pagar. Enquanto isso, o frentista motivado e empolgado, de forma prestativa, resolveu lavar todo Cuervo sem notar que as janelas estavam abertas e nossa amiga Deyse ganhou um banho grátis de mangueira...rsrsrs

A cada 5 minutos o Omério nos enviava novas pistas via SMS que deveríamos seguir. Foi praticamente uma caça ao tesouro, mas foi batata, três coqueiros e duas colinas depois, lá estávamos nós na Casa Paroquial Sagrada Família (localizada no bairro Embratel), onde o Omério nos aguardava com os portões abertos. Nessa noite fomos dormir em jejum (não por culpa do Omério, que foi muito atencioso e se colocou a disposição até para preparar rapidamente uma janta) mas porque Vitor e Deyse resolveram fazer um balanço dos últimos acontecimentos. Deyse se valeu da sua condição de mulher para dormir sozinha num quarto com ar condicionado e cama de casal. Já os demais viajantes se acomodaram no outro quarto...

Próxima parada: Humaitá/RO

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Axé!!

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